Magnagnagno o Senhor do Saber

Foi um segundo deus a surgir no continente. Segundo o próprio Magnagnagno, ele ganhou poderes para iluminar a mente dos povos de Nandirovale. Magna, como também é chamado, era um simples tutor aleijado, que trocava seus serviços na biblioteca da capital, Dalul, por alimento e catre diário. Dizem que Pilano, Reitor da Academia de Dalul perguntou ao velho tutor: “Por que se limita a passar sua vida aqui preparando conhecimento para os outros, em vez de criar ou fazer algo útil para você? ”, e Magna respondeu “Cada aluno que vem aqui não adquire nada de graça; ele troca algo comigo, e a cada troca adquiro um novo conhecimento. Cada vez fico mais criativo, e sei mais. Cada alma que passou aqui, deixou um pedaço, e cada pedaço me mostra algo novo do mundo. Eu não sou um tutor, eu sou um aprendiz. Se você me diz que formo pessoas, espero estar formando aprendizes, pois não há nada mais importante para a evolução dos homens do que aprender”.
O próprio deus acreditava que foi graças a sua consciência de que ainda havia muito para aprender que o universo o agraciou com a divindade, para poder ensinar, compartilhar e aprender com todos, o que o velho fez de bom grado.
A filosofia de Magna foi encontrada em fragmentos de textos e catalisou o surgimento de seguidores. Embora ele não tenha uma igreja própria, as Sociedades dos Historiadores Dourados e a Altifalante utilizam seus ensinamentos como alicerces de suas atividades. Aparentemente, ele gastou todo seu tempo espalhando e disseminando conhecimento, o que provoca uma corrida arqueológica nos tempos atuais. Sabe-se que ele educava e ensinava a todos e dizia que a flor mais bela é a flor da mente aberta. Os seguidores do Senhor do Saber fundaram escolas e bibliotecas e hoje voltam-se especialmente para a formação das crianças de Savoss. Muitos reinos recebem “Magnitas” de braços abertos, como em Chevaril e Groganor; outros impõem limitações, como em Cinagorata e Tetarma. Em Dométria a filosofia de Magna é proibida e rechaçada. Autoridades repressoras alegam que esses filósofos expandem a mente dos povos simples apenas para os deixarem cônscios de sua própria miséria.

Magnagnagno o Senhor do Saber

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